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Aula 27

Os protocolos que operam na camada de transporte, utilizam um software para realizar a multiplexação (fazer com que possa ser identificado o programa que está enviando o conteúdo e o programa que deverá receber o conteúdo). Este software é de fundamental importância, pois em sistemas multitarefas, vários aplicativos trocam informações de forma simultânea e, como saber para que aplicativo um determinado pacote é enviado? Neste caso, estamos nos referindo aos aplicativos que são executados pelos usuários em suas estações de trabalho. Outro fator importante é saber que os aplicativos atuais trabalham em sistema Multithreading, ou seja, um mesmo programa aplicativo, poderá estar em mais de um processo de execução simultâneo (recepção e/ou envio de dados).

O protocolo TCP/IP se utiliza das técnicas de portas e soquetes para identificar os remetentes e seus devidos destinatários dos fatos citados acima. Vamos primeiramente estudar as portas.

Geralmente o primeiro erro que encontramos em diversos tutoriais que se encontram disponíveis na Web, é comparar uma porta da camada de transporte a uma porta de um dispositivo de hardware (LPT por exemplo). Uma porta dentro da tecnologia do TCP/IP pode ser comparada a um painel de controle, que irá oferecer canais para que os programas aplicativos possam se conectar ...  Veja o gráfico abaixo:

Uma porta é na verdade o pontapé inicial para a conexão de aplicativos na camada de transporte, sendo que o programa servidor fica sempre verificando as portas livre e, quando um programa cliente deseja a conexão com este, se estabelece a conexão por uma determinada porta, até que a transferência dos dados entre as partes esteja completa.

Os dois protocolos que operam sobre a camada de transporte (TCP e UDP) tem uma metodologia de trabalho diferenciada neste caso, conforme podemos observar na tabela abaixo:

Protocolo TCP Protocolo UDP
Ao efetuar a conexão entre os programas cliente/servidor, o sistema ficará monitorando o processo, para que as mensagens não sejam perdidas. A solicitação de comunicação entre as partes deverá partir do programa cliente, para a porta do servidor e, neste caso, é criado um circuito virtual, estabelecendo a ligação entre os aplicativos, durante a troca de informações  Não é criado o circuito virtual entre o servidor e o cliente, sendo que as mensagens são enviadas a uma determinada porta de uma estação e, se algum programa estiver escutando aquela porta, irá receber a mensagem e enviar uma determinada resposta, assim sendo, estas mensagens poderão ser extraviadas ou simplesmente não chegarem ao seu destino e, este controle passa a ser de responsabilidade dos aplicativos.

Para facilitar o trabalho do desenvolvimento de aplicativos, algumas portas tem sua utilização padronizada, conforme poderemos observar na tabela a seguir:

Número da porta Serviço padrão
7 ECHO
20 DADOS VIA FTP
21 FTP (CONTROLE)
25 ENVIO DE E-MAILS (SMTP)
80 WWW - HTTP
110 VERIFICAÇÃO DE E-MAILS (POP3)

Agora temos uma outra questão: se considerarmos apenas o emprego das portas, um determinado programa poderia responder apenas a uma conexão por porta e, o multithreadindg não seria aceito e, para solucionar este outro problema, surgiu a tecnologia dos sockets, que iremos estudar no próximo módulo de aula

 

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