Nesta
aula iremos falar sobre o OSPF (Open Short Path Firts). Conforme
estudamos no módulo anterior, o RIP utiliza a técnica vetor-distância,
sendo que as rotas são obtidas de forma dinâmica e sujeitas a
falhas de roteamento, como citamos o Loop de roteamento e principalmente
no que se diz respeito à segurança.
Desenvolvido
pela IETF, o OSPF como a própria siga apresenta, ao invés de empregar
a técnica vetor-distância, emprega a técnica Short Path First,
onde cada roteador mapeia de forma completa a rede que está ao
seu redor, determinando assim qual o melhor caminho a ser seguido
por cada uma. Para chegar a esta conclusão, cada rota passa a
conter informações como:
Com
estes dados armazenados, os roteadores tem como identificar a
melhor rota a ser seguida. é importante lembrar que neste caso,
o roteador proprietário do OSPF deverá receber informações
de cada um dos roteadores diretamente ligados a ele, que consequentemente
trazem um mapa dos roteadores ligados a este, formando uma grande
teia de informações, traçando-se assim um mapa global para identificar
o melhor caminho a ser seguido na rede.
Esta
operação é realizada através de dois procedimentos básicos:
Ao
ocorrer alguma alteração em um dos enlaces da rede, os nós adjacentes
percebem tal alteração e avisam aos vizinhos que por sua vez,
observam o número de protocolo do aviso e a hora do mesmo, para
identificarem se este aviso já lhe foi passado ou não, assim sendo
ao receber uma mensagem, o nó realiza em primeira mão a verificação
da existência ou não da rota em questão e não existindo a mesma,
esta será adicionada, caso contrário é comparada o número da mensagem
recebida com a rota da tabela. Se este número for maior que a
da tabela, a rota será substituída, caso contrário a rota da tabela
é transmitida como uma nova mensagem. A este procedimento damos
o nome flooding.
O
sistema OSPF possui ao contrário da RIP, uma série de normas de
segurança, evitando assim erros de memória, falhas nos processos
de flooding, introdução de informação falsa, etc... através dos
seguintes mecanismos:
-
Envio
seguro dos pacotes de descrição das tabelas de rotas;
-
As
entradas são protegidas por um contador de tempo e, se um
pacote de atualização não chegar dentro deste período, a entrada
é removida da tabela;
-
As
entradas são protegidas através de um processo de verificação
de soma;
-
As
mensagens são autenticadas;
Dentre
as vantagens do protocolo OSPF sobre o RIP, podemos destacar: