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Aula 19

Nesta aula iremos falar sobre o OSPF (Open Short Path Firts). Conforme estudamos no módulo anterior, o RIP utiliza a técnica vetor-distância, sendo que as rotas são obtidas de forma dinâmica e sujeitas a falhas de roteamento, como citamos o Loop de roteamento e principalmente no que se diz respeito à segurança.

Desenvolvido pela IETF, o OSPF como a própria siga apresenta, ao invés de empregar a técnica vetor-distância, emprega a técnica Short Path First, onde cada roteador mapeia de forma completa a rede que está ao seu redor, determinando assim qual o melhor caminho a ser seguido por cada uma. Para chegar a esta conclusão, cada rota passa a conter informações como:

  • identificador da interface;

  • número de enlaces;

  • distância ou métrica.

Com estes dados armazenados, os roteadores tem como identificar a melhor rota a ser seguida. é importante lembrar que neste caso, o roteador proprietário do OSPF deverá receber  informações de cada um dos roteadores diretamente ligados a ele, que consequentemente trazem um mapa dos roteadores ligados a este, formando uma grande teia de informações, traçando-se assim um mapa global para identificar o melhor caminho a ser seguido na rede.

Esta operação é realizada através de dois procedimentos básicos:

  • Teste dos roteadores ligados ao mesmo;

  • Divulgação periódica das informações dos roteadores ligados ao mesmo.

Ao ocorrer alguma alteração em um dos enlaces da rede, os nós adjacentes percebem tal alteração e avisam aos vizinhos que por sua vez, observam o número de protocolo do aviso e a hora do mesmo, para identificarem se este aviso já lhe foi passado ou não, assim sendo ao receber uma mensagem, o nó realiza em primeira mão a verificação da existência ou não da rota em questão e não existindo a mesma, esta será adicionada, caso contrário é comparada o número da mensagem recebida com a rota da tabela. Se este número for maior que a da tabela, a rota será substituída, caso contrário a rota da tabela é transmitida como uma nova mensagem. A este procedimento damos o nome flooding.

O sistema OSPF possui ao contrário da RIP, uma série de normas de segurança, evitando assim erros de memória, falhas nos processos de flooding, introdução de informação falsa, etc... através dos seguintes mecanismos:

  • Envio seguro dos pacotes de descrição das tabelas de rotas;

  • As entradas são protegidas por um contador de tempo e, se um pacote de atualização não chegar dentro deste período, a entrada é removida da tabela;

  • As entradas são protegidas através de um processo de verificação de soma;

  • As mensagens são autenticadas;

Dentre as vantagens do protocolo OSPF sobre o RIP, podemos destacar:

1) Rápida convergência e sem o risco de loops;
2) Caminhos múltiplos;

O protocolo OSPF tem em seu cabeçalho os seguintes campos:

Campo de cabeçalho Finalidade
Idade do LS tempo em segundos desde que a rota foi primeiramente anunciada
opções contém as características do roteador que enviou a informação, como por exemplo a capacidade de roteamento externo.
Tipo de LS indica o tipo de conexão
ID do estado de conexão armazena o endereço IP e o roteador de anúncio
Roteador de anúncio armazena o roteador que enviou a tabela
Número de sequências do LS identifica rotas velhas e duplicadas
Verificação LS utilizado para verificar dados corrompidos na rota (cheksum)
Comprimento especifica o comprimento da rota.

Vale lembrar que os roteadores de menor poder de processamento e modelos mais antigos não estão preparados para operar este protocolo.

 

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