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Aula 18

Vamos começar a estudar então o processo de roteamento externo em relação ao roteamento interno. De uma forma simplificada, podemos afirmar que atualmente na Internet, as redes são ligadas diretamente ao Backbone e são consideradas como "sistema autônomo", sendo que este será soberano sobre as demais redes que estiverem diretamente ligadas ao seu domínio.

Para que estes sistemas possam se comunicar com outros sistemas autônomos, possuem entre outros fatores, roteadores que possuem a tarefa de divulgar as rotas das suas próprias redes internas, se utilizando para isso de um protocolo de divulgação próprio, como por exemplo o EGP. Estes protocolos são conhecidos pelo nome de protocolo de divulgação externa, divulgando os caminhos internos de um sistema autônomo para os demais.

Por outro lado, os sistemas autônomos necessitam de um protocolo próprio para o roteamento interno, ou seja, das redes que estão sob o seu controle. Estes protocolos são conhecidos por IGP (Internet Gateway Protocol).

Dentre os IGPs existentes, podemos destacar um clássico, o RIP (Routing Information Protocol). Este protocolo se utiliza do esquema vetor-distância, ou seja, cada roteador gera/divulga uma tabela contendo as redes que pode alcançar e respectivamente a sua distância. A cada unidade deste campo "distância", corresponde que a rede está conectada a um roteador. Exemplo:

Rede Campo distância da RIP Observações
200.203.0 1 indica que está conectado diretamente a rede e que por sua vez ligada a um roteador
200.203.1 2 aqui a rede passa por dois roteadores para poder ser alcançada

Ao receber um lista de rotas pelo RIP (o roteador), esta será comparada com a própria RIT e, as rotas que não estiverem presentes serão acrescentadas (à RIT), somando-se a esta informação o endereço IP do roteador que enviou a lista. Um outro fator interessante é que ao encontrar uma rota já existente na RIT, o sistema irá comparar o fator distância e, caso a nova informação tenha uma distância menor do que a antiga, esta será substituída.

Pelo fato das rotas que foram adquiridas via RIP serem dinâmicas, se tornam vulneráveis a falhas e, muitos problemas poderão ser apresentados devido a este fato. Para minimizar esta situação, as novas rotas adquiridas através do RIP, terá uma contagem de tempo que passará a valer a partir da sua última inclusão/alteração e, depois de um determinado intervalo de tempo, se a mesma não for novamente divulgada, esta será excluída da lista.

Dentre os problemas que poderemos enfrentar devido a esta situação, podemos destacar:

  • Dois roteadores apontam uma mesma rota, um para o outro e devido a esta situação, os datagramas ficarão "rodando" na rede, até esgotarem o tempo de vida dos mesmos (esta situação é conhecida por loop de roteamento).

Na próxima aula iremos estudar sobre o OSPF.

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