Vamos
começar a estudar então o processo de roteamento externo em relação
ao roteamento interno. De uma forma simplificada, podemos afirmar
que atualmente na Internet, as redes são ligadas diretamente ao
Backbone e são consideradas como "sistema autônomo",
sendo que este será soberano sobre as demais redes que estiverem
diretamente ligadas ao seu domínio.
Para
que estes sistemas possam se comunicar com outros sistemas autônomos,
possuem entre outros fatores, roteadores que possuem a tarefa
de divulgar as rotas das suas próprias redes internas, se utilizando
para isso de um protocolo de divulgação próprio, como por exemplo
o EGP. Estes protocolos são conhecidos pelo nome de protocolo
de divulgação externa, divulgando os caminhos internos de um sistema
autônomo para os demais.
Por
outro lado, os sistemas autônomos necessitam de um protocolo próprio
para o roteamento interno, ou seja, das redes que estão sob o
seu controle. Estes protocolos são conhecidos por IGP (Internet
Gateway Protocol).
Dentre
os IGPs existentes, podemos destacar um clássico, o RIP (Routing
Information Protocol). Este protocolo se utiliza do esquema vetor-distância,
ou seja, cada roteador gera/divulga uma tabela contendo as redes
que pode alcançar e respectivamente a sua distância. A cada unidade
deste campo "distância", corresponde que a rede está
conectada a um roteador. Exemplo:
| Rede |
Campo
distância da RIP |
Observações |
| 200.203.0 |
1 |
indica
que está conectado diretamente a rede e que por sua vez
ligada a um roteador |
| 200.203.1 |
2 |
aqui
a rede passa por dois roteadores para poder ser alcançada |
Ao
receber um lista de rotas pelo RIP (o roteador), esta será comparada
com a própria RIT e, as rotas que não estiverem presentes serão
acrescentadas (à RIT), somando-se a esta informação o endereço
IP do roteador que enviou a lista. Um outro fator interessante
é que ao encontrar uma rota já existente na RIT, o sistema irá
comparar o fator distância e, caso a nova informação tenha uma
distância menor do que a antiga, esta será substituída.
Pelo
fato das rotas que foram adquiridas via RIP serem dinâmicas, se
tornam vulneráveis a falhas e, muitos problemas poderão ser apresentados
devido a este fato. Para minimizar esta situação, as novas rotas
adquiridas através do RIP, terá uma contagem de tempo que passará
a valer a partir da sua última inclusão/alteração e, depois de
um determinado intervalo de tempo, se a mesma não for novamente
divulgada, esta será excluída da lista.
Dentre
os problemas que poderemos enfrentar devido a esta situação, podemos
destacar:
- Dois
roteadores apontam uma mesma rota, um para o outro e devido
a esta situação, os datagramas ficarão "rodando"
na rede, até esgotarem o tempo de vida dos mesmos (esta situação
é conhecida por loop de roteamento).
Na
próxima aula iremos estudar sobre o OSPF.