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Aula 16

Os roteadores tem um mecanismo de trabalho diferente do que estudamos no módulo anterior, tendo como principal diferença o fato de que os datagramas recebidos não tem como destino um "roteador", servindo este apenas como uma espécie de ponte, ou seja, recebendo os datagramas, este realizará um novo processo de roteamento para a interface de rede ligada ao destinatário.

A nível de estações e roteadores, o roteamento opera de forma idêntica, salvo o fato de que as estações processam seus datagramas e os roteadores processam todos os datagramas (independente do destinatário).

Com base nisso, podemos traçar o seguinte esquema de roteamento:

  • O IP irá receber um determinado datagrama que deverá ser roteado, sendo que será extraído deste datagrama o endereço IP do destinatário e consequentemente o seu endereço de rede também;

  • O endereço de rede do destinatário será comparado com o endereço de rede da interface, através da máscara da sub-rede;

  • No caso desta comparação obter um resultado do tipo verdadeiro, o respectivo datagrama será enviado para a interface de rede a que se destina, juntamente com o IP do destinatário;

  • No caso desta comparação obter um resultado do tipo falso, será realizado um Loop, comparando-se o endereço IP com cada uma das entradas da RIT (uma a uma) e, quando a mesma for encontrada (comparação igual à verdadeiro), será enviado o datagrama para a interface de rede obtida na comparação da tabela de entradas RIT, pois será obtido neste momento o endereço IP.

Com base no esquema acima, podemos afirmar que:

  • Cada interface de rede possui sua máscara de rede;

  • Cada interface de rede possui sua própria tabela de roteamento IP.

Na próxima aula iremos falar sobre os protocolos de roteamento.

 

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