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Aula 12

Conforme observamos na figura apresenta no módulo de aula anterior, após o cabeçalho do IP vem a área de dados, que recebe o conteúdo gerado pelo protocolo de transporte. Em alguns casos, protocolos geram segmentos (conteúdo) de um determinado tamanho, que é compatível com o espaço desta área de dados (como por exemplo o TCP), porém em outros casos o tamanho de um segmento poderá ser reduzido e assim deverá ocorrer o que conhecemos por fragmentação. Em outras palavras, o tamanho de um datagrama IP é de "x bytes", porém em algumas redes, como é o caso da Ethernet, este tamanho é maior "xxx bytes" e precisa ser fragmentado.

O tamanho máximo permitido para um frame em uma rede é denominado "maximum transfer unit - MTU". Por exemplo: em uma rede do tipo Ethernet temos como limite do MTU 1500 bytes. este fato não indica que todos os datagramas tenham este mesmo tamanho, para isso, temos que levar em conta alguns fatores:

  • O cabeçalho do frame  pode variar dependendo da configuração escolhida;

  • Considerar aspectos de hardware diretamente envolvidos na transmissão dos dados;

importante: vale lembrar também que o administrador da rede poderá configurar o limite do MTU com um valor menor

Em uma rede local, com apenas 4 equipamentos e sem estar conectada à Internet, poderemos estabelecer que o MTU terá sempre um valor padrão e ideal, como por exemplo 1500 bytes. Neste tipo de rede qualquer protocolo de transporte irá gerar segmentos de tamanho compatível com o MTU e desta forma, o IP poderá encaixar o datagrama em um frame da rede.

A afirmativa anterior já não é verdadeira no caso de termos várias redes interligadas pois com certeza teremos MTUs com configurações diferentes. Desta forma os datagramas deverão ser em alguns casos, divididos em datagramas menores que em outras palavras é chamado de processo de fragmentação.

O IP fragmenta e desfragmenta (remonta) os datagramas conforme o MTU da rede na qual opera, quando um protocolo de transporte gera segmentos. Em algumas implementações do TCP/IP (por exemplo o Winsock) lhe oferece a oportunidade de configurar o tamanho dos segmentos TCP, assim sendo teremos duas situações:

  • Se o segmento enviado pelo TCP ao IP se encaixa dentro do MTU configurado para a rede, este gera um datagrama e o envia para a interface de rede que por sua vez gera um frame para cada datagrama e em seguida o envia para a rede;

  • Se o segmento enviado pelo TCP ao IP não se encaixar dentro do MTU configurado para a rede, este irá dividir o segmento em vários datagramas compatíveis com o tamanho do MTU e neste caso, será usado o campo OffSet do cabeçalho IP para que estes fragmentos sejam numerados assim como tornar verdadeiro o terceiro bit do campo FLAG para mostrar que existem mais fragmentos de uma mesma mensagem a caminho, até que seja enviado o último fragmento, que voltará a ter este bit como falso.
Para saber se se está ocorrendo um processo de fragmentação e outras informações sobre o procedimento como um todo, poderemos utilizar o NETSTAT, através da seguinte sintaxe:

No exemplo acima não ocorreram erros e muito menos fragmentação de datagramas.

No próximo módulo iremos falar sobre roteamento, pois os fragmentos de um determinado datagrama original também são considerados datagramas e podem se utilizar de diferentes rotas.

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