Conforme
observamos na figura apresenta no módulo de aula anterior, após
o cabeçalho do IP vem a área de dados, que recebe o conteúdo gerado
pelo protocolo de transporte. Em alguns casos, protocolos geram
segmentos (conteúdo) de um determinado tamanho, que é compatível
com o espaço desta área de dados (como por exemplo o TCP), porém
em outros casos o tamanho de um segmento poderá ser reduzido e
assim deverá ocorrer o que conhecemos por fragmentação. Em outras
palavras, o tamanho de um datagrama IP é de "x bytes",
porém em algumas redes, como é o caso da Ethernet, este tamanho
é maior "xxx bytes" e precisa ser fragmentado.
O
tamanho máximo permitido para um frame em uma rede é denominado
"maximum transfer unit - MTU". Por exemplo: em uma rede
do tipo Ethernet temos como limite do MTU 1500 bytes. este fato
não indica que todos os datagramas tenham este mesmo tamanho,
para isso, temos que levar em conta alguns fatores:
importante:
vale lembrar também que o administrador da rede poderá configurar
o limite do MTU com um valor menor
Em
uma rede local, com apenas 4 equipamentos e sem estar conectada
à Internet, poderemos estabelecer que o MTU terá sempre um valor
padrão e ideal, como por exemplo 1500 bytes. Neste tipo de rede
qualquer protocolo de transporte irá gerar segmentos de tamanho
compatível com o MTU e desta forma, o IP poderá encaixar o datagrama
em um frame da rede.
A
afirmativa anterior já não é verdadeira no caso de termos várias
redes interligadas pois com certeza teremos MTUs com configurações
diferentes. Desta forma os datagramas deverão ser em alguns casos,
divididos em datagramas menores que em outras palavras é chamado
de processo de fragmentação.
O
IP fragmenta e desfragmenta (remonta) os datagramas conforme o
MTU da rede na qual opera, quando um protocolo de transporte gera
segmentos. Em algumas implementações do TCP/IP (por exemplo o
Winsock) lhe oferece a oportunidade de configurar o tamanho dos
segmentos TCP, assim sendo teremos duas situações:

No
exemplo acima não ocorreram erros e muito menos fragmentação de
datagramas.
No
próximo módulo iremos falar sobre roteamento, pois os fragmentos
de um determinado datagrama original também são considerados datagramas
e podem se utilizar de diferentes rotas.